Não sabemos progredir sem nos desnacionalisarmos; imitamos servilmente, subvertendo n’ um cosmopolitismo banal todos os traços caracteristicos da physionomia nacional.

Para a grande maioria a comprehensão do progresso resume-se na submissão incondicional, sem critica nem criterio, a todas as innovações com o mais despreoccupado menosprezo do passado invocado sómente para pabulo de rethorica espectaculosa, esterilmente alardeada nos momentos solemnes de emphase nacional.

Desconhecemos os processos assisados de conciliar os naturaes impulsos de aperfeiçoamento com o escrupuloso respeito pelos monumentos elucidativos das civilizações mortas, pelas tradições que são o fio condutor d’ esta ávida e indomavel curiosidade, que impelle os espiritos de eleição a penetrar no viver, no sentir, na alma, evocada e resurrecta, das sociedades extinctas, por todas essas reliquias venerandas emfim que assignalam a marcha evolutiva da humanidade.

In O Algarve – Júlio Lourenço Pinto – Lopes & C,ª - Editores - 1894




























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